
Diversas classes de psicotrópicos são amplamente utilizadas na clínica médica e na neurologia, com indicações bem estabelecidas no manejo de sintomas físicos e neuropsiquiátricos.
ISRS (ex: sertralina, escitalopram)
Utilizados em ansiedade, depressão, dor crônica, síndrome do intestino irritável e sintomas somáticos funcionais.
Tricíclicos (ex: amitriptilina, nortriptilina)
Indicados para dor neuropática, enxaqueca, fibromialgia e cefaleias tensionais.
Usados em dor crônica, neuropatia diabética, fibromialgia e depressão associada a doenças clínicas.
Gabapentina e pregabalina
Dor neuropática, fibromialgia, ansiedade e síndrome das pernas inquietas.
Valproato
Profilaxia de enxaqueca, epilepsia e estabilização do humor.
Carbamazepina
Neuralgia do trigêmeo, epilepsia e estabilização do humor.
Lamotrigina
Transtorno bipolar (fase depressiva) e epilepsia.
Quetiapina, risperidona, olanzapina
Delirium, agitação, sintomas comportamentais em demência e quadros psicóticos.Uso com cautela, especialmente em idosos, devido a efeitos adversos.
Lorazepam, clonazepam, diazepam
Ansiedade aguda, abstinência alcoólica, espasmos musculares e convulsões.Uso preferencial por curto prazo, devido ao risco de dependência.
Trazodona
Insônia associada a quadros clínicos e psiquiátricos.
Melatonina
Distúrbios do sono e desregulação do ritmo circadiano.
Betabloqueadores (ex: propranolol)
Sintomas físicos da ansiedade e tremor essencial.
A utilização de psicotrópicos na clínica médica e na neurologia amplia as possibilidades terapêuticas no controle de sintomas físicos e emocionais.
O uso deve ser individualizado, considerando comorbidades clínicas, interações medicamentosas e perfil do paciente, sempre com acompanhamento médico adequado.